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Liderar Pessoas é Mudar o Olhar

 

Há tempos que essa frase vem me fazendo refletir sobre como dou significado às diversas situações na qual me deparo nas atividades do meu dia-a-dia, e da maneira como me relaciono com as pessoas que fazem parte da minha vida.


Como dar significado às experiências que vivo e compreender o meu relacionamento com as pessoas, as empresas e os negócios em um mundo onde as relações se tornaram efêmeras, passageiras e superficiais?


Zygmunt Bauman não poderia ter sido mais claro ao falar sobre isso:

 

“A liquefação das estruturas e instituições sociais. A modernidade anterior, “sólida” regida por laços estáveis e estruturas sociais verticalizadas, dá lugar a uma modernidade “líquida”, onde as estruturas e os laços sociais não conseguem se manter por muito tempo; são fluidos, instáveis, mais efêmeros e menos duradouros”.


Compreender que fazemos parte de uma sociedade onde a mudança é a realidade primeira que devemos conviver torna-se um passo importante para encontrarmos um caminho pelo qual possamos seguir. Entretanto, mudança não significa ausência de significado e valores. Ao contrário, ela nos proporciona a possibilidade de evoluirmos em uma espiral de melhores comportamentos e entendimentos.


Mas o que tudo isso tem a ver com liderar pessoas?


É que liderança tem a ver com movimento, mudança de perspectiva, sair da “zona de conforto”, inspirar pessoas a realizar aquilo que acreditam não serem capazes, a levar empresas a lugares nunca antes alcançados.


E tudo isso, como se a tarefa por si só não fosse desafiadora o suficiente, em um contexto de modernidade “líquida” e com a necessidade de mudança do paradigma atual de atuação das corporações para o de ecologicamente sustentáveis, socialmente responsáveis, economicamente viáveis e eticamente saudáveis.


Desta forma, o papel do líder nunca foi tão repleto de significado, necessário, importante e complexo como nos tempos atuais.


Para enfrentar de maneira adequada e com sucesso esses novos desafios, precisamos de paradigmas diferentes dos atuais, conectados com as novas realidades e necessidades do ser humano, da sociedade, da natureza e das empresas, pois fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes é uma das melhores definições de insensatez que conheço.


Wanderlei Passarella, em seu livro, O Despertar dos Líderes Integrais, nos ajuda a compreender com mais clareza o que está em jogo:


“Portanto, a grande missão que espera os líderes dos novos tempos, é trabalhar com a perspectiva de liderar integralmente, formando um time de liderança que atue coeso, em que diferentes personalidades consigam coexistir e se complementar. Desenvolver liderança é, então, desenvolver o próprio homem. Desenvolver o ser humano que precisa ser resgatado de “tecnicismos” que tendem a nos dominar. É criar condições para trazer à tona a humanidade rica que dormita em cada um. Desenvolver liderança é, nesse sentido, despertar potencialidades que existem dentro de cada um de nós, mas que são, insistentemente, deixadas de lado”.


Assim, acredito que os novos desafios da liderança exigem, necessariamente, que para liderar pessoas, antes de tudo, precisamos liderar a nós mesmos, sermos “mestres de nós mesmos”. E a melhor maneira para que isso aconteça, é através do autoconhecimento.


O autoconhecimento é uma jornada, pois tem início e não terá fim, onde precisaremos olhar para dentro de nós mesmos e para os outros de maneira diferente, questionadora e holística. E essa nova forma de olhar, nos transformará internamente fazendo com que possamos dar novos significados às experiências e relacionamentos que vivenciamos e nos trará maior força interior, resiliência, persistência, capacidade de adaptação, inteligência emocional e sabedoria.


E, neste momento, aqui no Brasil, em que as empresas passam por situação econômica tão desafiadora e delicada, precisamos de lideranças que possuam essa capacidade de olhar diferente o mercado em que atuam, de compreender as novas exigências de relacionamento com os clientes, parceiros comerciais e equipes internas e, o principal, que é perceber como isso tudo se correlaciona e evolui.


Somente assim, estaremos exercendo o papel de protagonistas, de influenciadores, de líderes com maestria profissional, transformando adversidades em novas oportunidades e obtendo melhores resultados nos nossos negócios.

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