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O Líder e o seu Legado

O momento atual, época de transição em todos os sentidos, vem exigindo uma conscientização de empresários, executivos e líderes sobre qual deve ser o seu legado, sua contribuição para as próximas gerações. Algo que torne suas vidas plenas de sentido e significado.

 

Esse mesmo processo de reflexão, sobre como contribuir construtivamente, aconteceu comigo ao longo da minha carreira como executivo, escritor e professor. Nos últimos trinta anos, dirigi algumas organizações e sempre me questionei quanto ao meu papel naquela posição e o que deveria ser feito. Em nosso corrido dia a dia, raramente paramos para pensar, de fato, sobre nossos caminhos e quais marcas de nossa alma podem ser reproduzidas para o bem comum.

 

Em 2004, atuando como Diretor Comercial da Petroflex tive a sorte de me transportar para uma Meca da reflexão e do estudo: o curso PGA, parceria da Fundação Dom Cabral com o Insead. Ali, na floresta de Fontainebleau, na França, me inspirei para pensar sobre esse “possível legado”.

 

Em princípio, considerei que minha contribuição deveria ser na esfera estritamente empresarial: construir uma organização tão solidamente gerenciada que poderia trilhar o caminho da perenidade, tendo vida longa o suficiente para se perpetuar por gerações.

 

Nessa época, meu interesse pelos modelos de gestão era muito grande, por isso, nada mais natural do que focalizar nessa área o que eu poderia deixar como legado.


Mas, a vida insistiu em me mostrar que as coisas podiam ser bem diferentes. O legado de cada um está sempre muito perto de sua real vocação – não naquilo que o ego deseja, mas onde a alma viceja.

 

Em outubro de 2006 fui promovido a Presidente da Petroflex, após um conturbado processo de idas e vindas. Tinha realizado um bom trabalho de internacionalização na empresa, a ponto de a FDC nos classificar entre as 20 companhias mais internacionalizadas do Brasil, em 2005. Era o momento de avançar no processo e tornar a organização ainda mais sólida. Mas, um ano depois, a empresa estava vendida. Como os controladores estavam se reestruturando no novo mercado nacional da petroquímica (com a presença maciça da Petrobras), decidiram sair de vários dos seus negócios.

 

Mudei-me, então para a GPC Participações, que tinha o objetivo de consolidar seus negócios químicos e petroquímicos numa só empresa – a Prosint, Synteko e Meta foram fundidas na GPC Química (GPCQ). Nascia, em 2008, uma companhia já bastante endividada, devido a diversos investimentos que não se efetivaram em negócios rentáveis, realizados ao longo dos anos 90 e início dos anos 2000. Mas as sinergias eram boas e, pelos nossos cálculos, em três anos tudo estaria resolvido pela própria geração de caixa da nova empresa reestruturada. Logo no primeiro ano, o EBITDA da GPCQ pulou de R$ 60 milhões para R$ 90 milhões, fruto da sinergia e de novos posicionamentos mercadológicos.

 

Mas, veio a crise americana das hipotecas e dos bancos, no final de 2008, e o mundo entrou numa recessão de grandes proporções que persiste até hoje, sobretudo na Europa. Os fundamentos da empresa foram todos afetados, em suas diversas unidades – os preços de seus produtos eram ditados pelo mercado internacional, e o crédito bancário recuou inesperadamente, colocando a GPCQ em uma verdadeira cilada.

 

Passei os últimos cinco anos administrando o dia a dia. Aprendi a viver o presente. Entendi que planejar e deixar acontecer eram dois lados de uma mesma moeda. Uma empresa em profunda crise exigia uma “intenção com expectativa tranquila”. Nesse período, lideramos a organização numa trajetória de venda de ativos não operacionais, reformulação dos negócios, enxugamento de custos, alongamento de passivos bancários, capitalização, busca de sócios em certas áreas de negócios, fechamento de unidades, etc. E fizemos isso em clima de paz, num ambiente de verdadeira equipe, em que respeito, colaboração e eficiência eram palavras-chave – efetividade com afetividade. Entrei para a Universidade Internacional da Paz (UNIPAZ) e lá confirmei que era possível construir um mundo melhor e mais pacífico.


Nascia em mim a visão de uma Liderança Integral e, em consequência, lancei um novo livro – “O Despertar dos Líderes Integrais”. Compreendi, finalmente, qual deveria ser o meu legado: contribuir para a paz no ambiente de trabalho, garantindo que resultados amplos pudessem ser alcançados (resultados monetários, relacionamentos e conexão). Um legado, em sua essência, não material.

 

Uma importante conclusão dessa jornada foi que cada pessoa tem sua vocação, uma forma peculiar de contribuir para pequenos degraus de avanço na trajetória da nossa humanidade.

 

Cabe a cada um, percorrer o seu caminho, agindo e refletindo, trabalhando e estudando, e buscando a forma verdadeira de expressar seu único e essencial legado! Mas, minha experiência também mostrou que esse legado não está onde nosso ego deseja, mas no local em que a sabedoria profunda indicar que ele realmente habita – no recôndito de nosso ser.

 

Portanto, fica aqui uma provocação: você sabe realmente qual pode ser o seu legado?

 

 

 

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